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Mundo

O sonho da fusão nuclear

Os países participantes do projeto Iter (sigla em inglês para Reator Experimental Termonuclear Internacional) superaram um impasse que durou um ano e meio e escolheram o lugar onde será erguido o primeiro reator de fusão nuclear, tecnologia que encarna a promessa de produzir energia limpa e em quantidade infinita. Cadarache, no sul da França, venceu a cidade japonesa Rokkasho na disputa para abrigar a planta, que ficará pronta em dez anos. Enquanto a fissão nuclear é controlada há décadas, a fusão é uma técnica ainda em desenvolvimento. Por meio dela busca-se fundir núcleos de hidrogênio, produzindo um átomo de hélio e uma enorme quantidade de energia. Para obter tais reações, é necessário alcançar temperaturas superiores a 100 milhões de graus Celsius, muito mais quente que o núcleo do Sol. Os desafios tecnológicos para controlar a reação são gigantescos. Mas os benefícios, caso o projeto dê certo, são extremamente atraentes. O Iter é o mais caro programa de cooperação depois da Estação Espacial Internacional. Dispõe de um orçamento de 10 bilhões de euros. Quarenta por cento serão bancados pela União Européia e 10% caberão à França. Cada um dos outros membros (Estados Unidos, Rússia, Japão, Coréia do Sul e China) deve contribuir com 10% dos custos. Para abrir mão da candidatura, o Japão recebeu benefícios. Terá direito a 20% dos contratos de construção e a 20% dos mil postos de trabalho em Cadarache. (BBC News, 28 de junho)

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