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Estratégias

Onde estão as mulheres?

Num relatório intitulado She Figures 2003, a Comissão Européia cruzou estatísticas para descobrir se as mulheres estão progredindo no cenário científico do continente. Encontrou resultados ambíguos (Nature, 6 de novembro). O documento mostra que, na União Européia (UE), a taxa de crescimento da participação feminina em pesquisa pública é hoje de 8% ao ano contra ínfimos 3,1% dos homens. Mas a porcentagem de mulheres empregadas nas universidades cresceu apenas 2 pontos percentuais – de 33% para 35% – entre 1999 e 2001.

O número de mulheres que participam dos principais congressos científicos na Europa – bom índice para avaliar como anda a partilha entre os sexos nos cargos de maior prestígio – varia enormemente de país para país.

“Normalmente”, diz Rossella Palomba, demógrafa do Instituto Nacional sobre Pesquisa Populacional, de Roma, e uma das autoras do relatório, “quanto mais alto é o cargo, menor é o número de mulheres que o exercem.” Mesmo em Portugal, único país em que a presença feminina ultrapassou a barreira de 50% no alto escalão científico, são tão escassos os bons postos que, no total, não dão lugar a mais do que 15 mulheres. “Precisamos rever as estratégias de recrutamento”, diz Phillipe Busquin, comissário europeu para pesquisa científica.

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