
Instrumento do dia a dia de habitantes da gruta de Pedra PintadaMaria Jacqueline Rodet / UFMG
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufop) examinaram as técnicas de produção de instrumentos líticos a partir de 3.174 vestígios coletados na caverna da Pedra Pintada, no município paraense de Monte Alegre. Com idade entre 12 mil e 9 mil anos, as peças foram coletadas em 2014 por uma equipe coordenada pela arqueóloga Edithe Pereira do MPEG. Os objetos eram feitos de sílex, rochas vulcânicas, arenitos ou quartzo, “matérias-primas de qualidade, o que significa que as pessoas sabiam onde encontrá-los”, diz a arqueóloga Maria Jacqueline Rodet, da UFMG, autora principal do estudo. As rochas eram lascadas com madeira, ossos ou chifres de veado. “Impressionou a grande quantidade de peças sem acidentes, o que indica que quem lascou tinha um alto controle do lascamento”, acrescenta. Os instrumentos podem corresponder a pontas de projétil ou facas, utilizadas para caçar ou para cortar (Latin American Antiquity, 10 de julho).
Republicar