A perda dentária total, chamada edentulismo, tem diminuído na população mais jovem, mas continua alta em idosos. Em um estudo de base populacional, pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Juiz de Fora (UFJF) buscaram as possíveis causas e verificaram que esse problema está associado a hábitos diários, ao nível educacional e ao perfil socioeconômico: é mais frequente entre as pessoas com mais de 60 anos que fumam, consomem refrigerantes com alto teor de açúcar e não praticam atividades físicas regulares. Em uma amostra de 22.728 indivíduos com idade média de 70 anos entrevistados na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, a mais recente, a perda total de dentes foi de 31,7%. Nesse grupo, 48% não escovavam os dentes todos os dias, 46% eram analfabetos, 37% fumavam, 36% não praticavam atividade física regular e 32% consumiam refrigerantes adoçados (a dieta rica em açúcares contribui para a diminuição do pH bucal e para a perda de tecido dentário). Geralmente evitável, a perda total ou parcial dos dentes permanentes pode prejudicar a qualidade de vida, a mastigação, a fala e a estética (Epidemiologia e Serviços de Saúde, 12 de maio; PNS 2019).