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AGRONEGÓCIO

Os novos desafios

IAC vive revolução permanente para atender demanda da agricultura

Criado há 112 anos e com participação essencial no desenvolvimento agrícola de São Paulo e do país, o Instituto Agronômico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, está passando por grandes transformações estruturais e no seu modelo de atuação, para atender às demandas do mercado globalizado e aos avanços tecnológicos no setor agrícola. O instituto contou com recursos do Programa de Infra-Estrutura da FAPESP para reformar os sistemas hidráulico, elétrico e telefônico e para a implantação de uma rede de fibra óptica entre seus computadores. Também foram recuperados laboratórios e casas de vegetação e adquirido um pivô central com capacidade para irrigar 70 hectares.

Para marcar essa renovação do IAC (assim conhecido por estar sediado em Campinas), a FAPESP, a Academia de Ciências do Estado de São Paulo e o Instituto de Estudos Avançados da USP realizaram em 20 de outubro o seminário O Impacto da Geração de Tecnologia e a Inserção do Instituto Agronômico no Desenvolvimento do Agronegócio no Novo Milênio . O presidente da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, destacou que o IAC tem sido um dos principais clientes dos programas de financiamento da FAPESP.

Eduardo Bulisani, diretor do IAC, ressaltou algumas das realizações mais marcantes da história do instituto: “No caso do café, 95% das plantas do Brasil passaram pelo instituto em algum momento, como sementes da primeira, segunda ou terceira geração. O mesmo percentual de plantas cítricas também passou pelo instituto”. Soja, tomate, feijão e cana fazem parte de algumas das outras histórias de sucesso do IAC.

Novo cenário
Para João Carlos Meirelles, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, o IAC está se qualificando para fazer parte da reestruturação do agronegócio no século 21. “Nesse novo cenário, a agricultura não é mais apenas o locus físico de produção de alimentos, mas a parte essencial de uma cadeia que começa na pesquisa científica e termina no consumidor.” O deputado Junji Abe, da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, manifestou que a primeira coisa que os produtores agrícolas precisam é de um canal de ligação mais estreito com instituições como o IAC.

Roberto Rodrigues, presidente da Aliança Cooperativa Internacional e diretor da Associação Brasileira de Agribusiness, destacou que as dificuldades para a agricultura no mundo – falta de terras agricultáveis, escassez de água para irrigação e a impossibilidade de que a tecnologia leve a saltos significativos de produtividade – não atingem o Brasil.

Para ele, o IAC é o “pai” da tecnologia agrícola brasileira e para continuar a ter esse papel de destaque terá de se adaptar às novas condições internacionais e de gerenciamento do agronegócio, onde o que importa não é o produto agrícola individualmente, mas toda a cadeia de agregação de valor ao produto.

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