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Brasil

Os oásis da Caatinga

Parecem pedaços da Amazônia ou da Mata Atlântica no meio da Caatinga. Pedaços cada vez menores: já desapareceram quase 90% da área ocupada por essas ilhas de floresta, os brejos de altitude, dos quais restam 2,5 mil quilômetros quadrados. "Ainda que encontrados mais comumente de forma fragmentada, em propriedades privadas, os brejos de altitude constituem-se em áreas prioritárias para o estabelecimento de unidades de conservação, especialmente de potencial integral e, preferencialmente, com um planejamento integrado", alerta a engenheira florestal Verônica Theulen, em um dos capítulos do livro Brejos de altitude em Pernambuco e Paraíba – História natural, ecologia e conservação, editado pelo Ministério do Meio Ambiente e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Organizada por Kátia Pôrto, Jaime Cabral e Marcelo Tabarelli, da UFPE, a obra detalha a riqueza biológica desses ambientes e os perigos por que passam. Os 43 brejos pontuam terrenos altos, como os das chapadas da Borborema e Ibiapaba, recebem chuvas abundantes e abrigam espécies únicas de plantas e animais, além de algumas encontradas também na Amazônia e nas matas do sul. Tabarelli teme que esses oásis do Nordeste possam desaparecer em poucos anos caso uma política de conservação não seja implantada. As condições privilegiadas de umidade fazem dos brejos espaços disputados para a criação de gado e plantações de café, banana e milho.

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