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Paleontologia

Os parasitas sanguíneos de um dinossauro

Reconstituição artística do titanossauro doente

Hugo Cafasso

Paleontólogos brasileiros identificaram parasitas sanguíneos fossilizados em um osso da pata traseira de um titanossauro que viveu há cerca de 85 milhões de anos onde hoje é o noroeste do estado de São Paulo. Até então, parasitas pré-históricos só haviam sido encontrados em insetos preservados em âmbar ou em fezes fossilizadas, nunca no corpo do hospedeiro. Aline Ghilardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, notou que havia algo errado com a fíbula do dinossauro ao observar protuberâncias esponjosas em sua superfície, que poderiam ser lesões ou sinal de câncer. Por meio de tomografia computadorizada e imagens de microscopia, o paleontólogo Tito Aureliano, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), constatou que se tratava de uma infecção óssea (osteomielite). Análises detalhadas revelaram a presença de 70 microfósseis de formato alongado nos canais vasculares do osso (Cretaceous Research, 15 de outubro). Não se sabe se os parasitas causaram as lesões ou se elas facilitaram a entrada deles.

Hugo Cafasso A partir da esquerda, lesões na pele, no osso e parasitas vascularesHugo Cafasso

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