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Atividade cerebral

Outras visões do cérebro

O físico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Covolan começa a obter, com sua equipe, os primeiros resultados experimentais de uma nova técnica de análise da atividade cerebral chamada Nirs (near infrared spectroscopy ou espectroscopia no infravermelho próximo). “Esse tipo de exame pode ser mais prático, embora menos detalhado, que um exame de ressonância magnética, porque permite a monitoração do paciente ao lado do leito”, diz ele. É também menos caro: o aparelho instalado para testes no Instituto de Física custou cerca de US$ 200 mil, enquanto um equipamento de ressonância magnética sai por US$ 2 milhões. O aparelho de Nirs utiliza feixes de laser que penetram até 2 centímetros abaixo da superfície do crânio e indicam a atividade cerebral sem grande detalhamento espacial, mas com alta resolução temporal (na faixa de milissegundo), enquanto a ressonância mapeia com precisão as áreas do cérebro em intervalos de tempos maiores (cerca de 2 segundos). De acordo com Covolan, caminham bem os testes para aproximar essas duas técnicas, a ressonância magnética e a Nirs, de modo a obter exames mais completos em menos tempo. Essa equipe pesquisa também a possibilidade de registro simultâneo da Nirs e do EEG (eletroencefalograma), associando a atividade elétrica dos neurônios, obtida pelo EEG, como o fluxo sanguineo cerebral, revelado pela Nirs.

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