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BOAS PRÁTICAS

Para combater viés de gênero na avaliação por pares

Iniciativa de agência britânica pretende diminuir sub-representação de mulheres contempladas com recursos para pesquisas em engenharia e ciências físicas

O Conselho de Pesquisa em Ciências Físicas e Engenharia (EPSRC), no Reino Unido, anunciou medidas para tentar elevar a proporção de mulheres cientistas que pleiteiam e obtêm recursos da instituição de fomento para seus projetos. Várias dessas ações buscam combater vieses de pareceristas na avaliação das propostas, na esperança de que isso estimule mais pesquisadoras a apresentar pedidos de financiamento ao órgão.

Dados da EPSRC divulgados em setembro de 2020 indicam que mulheres atuando como pesquisadora principal representam entre 11% e 15% das solicitações de auxílios submetidas à agência. A instituição já buscava corrigir essa distorção concedendo um número semelhante de auxílios para homens e mulheres, mas, ainda assim, elas tendem a apresentar projetos com ambições restritas. Apenas 6% dos auxílios com valores superiores a £10 milhões (cerca de R$ 59,9 milhões) vão para pesquisadoras.

Em comunicado divulgado em maio em seu site, a EPSRC diz que irá testar o uso de observadores externos para identificar eventuais vieses e analisará modelos alternativos de avaliação dos pedidos de subvenção. Também encomendará uma investigação independente para mapear a existência de preconceitos relacionados a raça, sexo e idade dos proponentes e elucidar como eles se manifestam em comentários e nas decisões dos pareceristas. O objetivo é tornar o processo mais justo, diverso e inclusivo. O órgão informou ainda que se baseará em orientações da Agência de Pesquisa e Inovação do Reino Unido (UKRI), à qual é vinculado, para determinar o formato das avaliações e como procederá em situações em que um eventual viés levar a decisões injustas.

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