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Estratégias

Para recuperar o atraso

A Universidade Nacional Autônoma de México (Unam) é a maior universidade da América Latina, com cerca de 200 mil alunos, e está entre as 100 melhores do mundo, à frente das brasileiras. Mas seu reitor, Juan Ramón de la Fuente, não está satisfeito. Em uma conferência realizada no dia 17 julho no Instituto das Américas, em La Jolla, Califórnia, Fuente queixava-se de que ainda é muito restrito o acesso ao ensino superior, relata Carlos Fioravanti, editor de ciência de Pesquisa FAPESP. Mesmo que o México esteja um pouco acima da média na América Latina (20%), apenas 22% dos jovens de 18 a 24 anos chegam à universidade. No Brasil, o índice é de 14%. “Na melhor das hipóteses, os países latinos oferecem metade do recomendado para se manter competitivo na educação superior”, comentou. Segundo ele, duplicar o acesso à universidade seria uma forma de satisfazer apenas um dos elementos necessários à inovação – a formação de mão-de-obra qualificada. “Sem uma política mais vigorosa de acesso ao ensino superior, não teremos como recuperar esse atraso e avançar”, disse Fuentes.

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