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Comemora

Paradigma nacional

FAPESP completa 45 anos com estabilidade e constância no apoio à pesquisa

ACERVO FAPESPSuíte Vila Rica, de Camargo Guarnieri, e Estância, de Alberto Ginastera, marcaram a comemoração dos 45 anos da FAPESP no dia 23 de maio. As peças foram executadas pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), regida pelo chileno Victor Hugo Toro, regente auxiliar. Mais de 900 convidados compareceram ao concerto e à cerimônia na Sala São Paulo, no centro da capital paulista.

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fez o discurso inaugural do evento, representando a comunidade acadêmica. Ele ressaltou um aspecto importante da cultura científica paulista: a tradição de respeito pela ciência por parte dos governos estaduais.

“A cultura do conhecimento se traduz na estabilidade e na continuidade do apoio a pesquisa garantido pela FAPESP ao longo dos anos e que tem sido responsável por tantas conquistas de peso para a ciência brasileira”, disse Belluzzo. A ele impressiona como o estado paulista, por sucessivos governos, sempre respeitou a transferência dos recursos e conseguiu manter a continuidade dos repasses para a pesquisa. “A FAPESP testemunha a possibilidade de o Brasil ter uma estabilidade duradoura.”

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação, afirmou que a FAPESP tem três pilares: apoio à formação de recursos humanos; financiamento da pesquisa acadêmica; e amparo à pesquisa de natureza aplicada, de interesse da indústria e do governo. “A Fundação soube realizar bem essas premissas nesses 45 anos”, disse Brito Cruz. “Tanto que seus estatutos nunca foram alterados.”

Cooperação
Ao ser criada, a FAPESP gerou um princípio de identidade que desenhou as linhas de um processo dinâmico de identificação entre a comunidade de pesquisadores e a instituição, afirmou por sua vez Carlos Vogt, presidente da FAPESP. “Esse processo logo foi traduzido em uma cooperação intensa de demandas, de ofertas, de colaboração crítica e avaliativa, de produção do conhecimento, de sua difusão e divulgação”, disse. “Com isso, fecha-se o círculo de aberturas programáticas da Fundação, que vai das bolsas à inovação e desta ao aumento da capacidade de investimento na formação de competências e no desenvolvimento científico e tecnológico do estado como base de seu desenvolvimento econômico e social.”

O secretário da Cultura, João Sayad, representante do governador José Serra, considerou que a criação da Fundação, em 1962, foi uma proeza da sociedade brasileira. “Às vezes, deixamos de ver o que é feito de bom no país e, com isso, nos surpreendemos quando vemos nossas próprias façanhas, como a criação da FAPESP”, disse. “Hoje, onde quer que se fale de ciência e tecnologia em São Paulo, fala-se da FAPESP.” Para o secretário, a Fundação se transformou em paradigma para o Brasil.

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