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Pasteur com sotaque chinês

O Instituto Pasteur vai abrir uma filial em Xangai, a maior metrópole da China (Nature, 5 de fevereiro). Uma equipe de 250 cientistas e técnicos se dedicará a pesquisas voltadas para doenças que ultrapassam a barreira entre espécies e são transmitidas dos animais para o homem, como a pneumonia asiática e a gripe do frango. A unidade começará a funcionar em 18 meses. O acordo de cooperação foi celebrado em Paris, em fevereiro, entre o vice-presidente da Academia Chinesa de Ciências, Chen Zhu, e o diretor-geral do Pasteur, Philippe Kourilsky.

“Nossa estrutura de pesquisa e vigilância sanitária não está preparada para enfrentar as moléstias emergentes e esperamos que o acordo com o Instituto Pasteur nos ajude a superar essa defasagem”, disse Chen Zhu, referindo-se à emergência nacional causada pela pneumonia asiática em 2003, quando a China pediu ajuda aos pesquisadores franceses. O centro terá o status de empresa sem fins lucrativos e será dirigido por equipes de cientistas e executivos independentes do governo central. A unidade de Xangai integrará a rede de agências do Instituto Pasteur: são 23 centros em 17 países, a maioria deles em regiões tropicais onde as doenças infecciosas são epidêmicas.

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