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Estratégias

Patrimônio roubado no Iraque

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) vai enviar uma missão com especialistas em arqueologia e patrimônio histórico ao Iraque para avaliar o estrago causado pela guerra. A Unesco está particularmente preocupada com o saque ao Museu Nacional de Bagdá que se seguiu à queda do regime de Saddam Hussein. O Museu Nacional, que abrigava milhares de artefatos da antiga Mesopotâmia, ficou praticamente vazio e a Biblioteca Nacional, onde estavam os exemplares mais antigos do Alcorão, foi incendiada.

Entre as peças que desapareceram está um vaso de 2 metros de altura da cidade suméria de Uruk e a harpa de ouro de Ur, assim como alguns dos primeiros registros escritos. Para a arqueóloga Eleanor Robson, da Escola Britânica de Arqueologia no Iraque, ligada à Universidade de Oxford, a pilhagem do museu é um dos maiores crimes contra o patrimônio cultural da História, comparável a destruição da biblioteca de Alexandria, no século 5, e a de Bagdá pelos mongóis, em 1258.

“Em ambas as ocasiões o patrimônio da humanidade foi destruído substancialmente”, ela disse. Segundo a antropóloga, algumas peças furtadas já começam a aparecer na Europa. “Foram roubadas sob encomenda”, denuncia. O secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu aos outros países para apoiar a Unesco e impedir o comércio dos objetos roubados.

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