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Tecnociência

Peixe moído evita o desperdício

Cerca de 13% das 125 mil toneladas de peixes pescadas anualmente nos rios da Amazônia são desperdiçadas, seja por causa da precária infra-estrutura da indústria local ou pela baixa aceitação de determinadas espécies de peixe pela população. Por meio de processos de tecnologia de alimentos, uma alternativa para evitar essa perda é o minced fish, uma pasta produzida a partir da carne moída do pescado de baixo valor comercial.

A vantagem do minced fish , que serve para fazer bolinhos de peixe, almôndegas, nuggets e até sopa, é que ele pode ser consumido na entressafra pesqueira, quando a produção é baixa. Para isso, a pasta pode ser congelada por alguns meses. Estudos conduzidos pelo pesquisador Rogério Souza de Jesus, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), mostraram que as espécies amazônicas aracu (Schizodon fasciatum) e jaraqui (Semaprochilodus sp.), usadas para fabricação do minced fish, podem ser mantidas sob refrigeração por até 150 dias sem que haja perda de suas qualidades protéicas.

Outra espécie analisada, o mapará (Hypophtalmus edentatus), foi considerada gorda e com menor concentração de proteína. Hoje, o minced fish, que pode ser usado para combater o desperdício e reduzir a fome, ainda não é comercializado em larga escala. No entanto, graças à sua comprovada qualidade nutricional, já é utilizado na merenda escolar do Estado.

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