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Cardiologia

Perfil de qualidade

“As últimas décadas do século 20 foram palco de diversas e profundas revoluções no ensino da cardiologia.” Esta foi a afirmação que serviu como pano de fundo para o artigo O ensino de cardiologia na graduação médica: desafios atuais, de José Maia, do Centro de Desenvolvimento do Ensino em Saúde, da Univesidade Federal de São Paulo (Unifesp). O objetivo do estudo é focalizar os desafios no planejamento dos cursos, no sentido de atender as demandas de formação contemporâneas no Brasil. Por conta disso, o artigo aborda o perfil desejado do formando com vistas às necessidades de saúde de nossa população. O estudo defende que o conhecimento científico explodiu, tanto no conteúdo como no acesso às informações, “que se superam em velocidade impressionante”. Para José Maia, esse crescimento científico se deve, em grande parte, à evolução do conhecimento das ciências da educação, refletido no campo da formação médica, tanto nas práticas de ensino, aprendizagem e avaliação, quanto nos novos modelos curriculares, que abrem um extenso leque de possibilidades para aprimorar a qualidade da formação acadêmica. O pesquisador defende a necessidade de reformular a graduação médica, no sentido de formar um profissional com competência para atuar em um mundo de novas relações com o trabalho e com o conhecimento. Para ele, o graduando das escolas médicas brasileiras deve ter o perfil de um profissional “com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a atuar pautado em princípios éticos no processo de saúde-doença, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser humano”. Segundo Maia, em face dessa realidade, as escolas médicas já têm realizado mudanças em seus projetos pedagógicos, desde adaptações de grades e de conteúdos disciplinares até verdadeiras transformações curriculares, rompendo com estruturas fragmentadas no sentido de uma formação global do estudante, inserido permanentemente na sociedade, em contato com a prática de sua futura profissão.

Arquivos Brasileiros de Cardiologia – vol. 82 – nº 3 – São Paulo – mar. 2004

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