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mundo

Polêmica adiada para 2004

A Assembléia Geral das Nações Unidas decidiu, no início de dezembro, adiar por um ano a votação da proposta que proibiria todas as formas de clonagem humana. Os 191 países-membros concordam que a clonagem reprodutiva, aquela em que se busca "copiar" geneticamente um ser humano, deve ser banida. Além de todas as controvérsias éticas envolvidas – com as promessas de reproduzir pessoas mortas feitas por médicos inescrupulosas e seitas -, também há um problema prático. A replicação de animais produziu clones doentes ou vítimas de envelhecimento precoce e não há nenhuma garantia de que tais defeitos não surgiriam em cópias humanas.

A proibição pura e simples da pesquisa, contudo, fecharia as portas para um ramo promissor da medicina. É a clonagem terapêutica, que envolve a obtenção de células de embriões humanos para cultivar tecidos com potencial para curar moléstias degenerativas. A proposta de proibição total, formulada pela Costa Rica, é apoiada pelos Estados Unidos e por mais 60 países. Outras 30 nações, como o Reino Unido, o Japão e a África do Sul, recusam-se a abrir mão das promessas da clonagem terapêutica. Sem acordo possível, a ONU empurrou o debate para o ano que vem.

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