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XENOTRANSPLANTE

Possível fonte de órgãos para transplantes

A Universidade de São Paulo (USP) apresentou o primeiro porco clonado do Brasil, resultado de seis anos de trabalho (ver Pesquisa FAPESP nº 339). Após uma gestação de quase quatro meses, o porquinho nasceu saudável, com 1,7 quilograma (kg), no Instituto de Zootecnia, em Piracicaba. Esse e outros animais geneticamente modificados devem ser usados para fornecer órgãos para transplantes em seres humanos. Para reduzir o risco de rejeição, foram implantados sete genes humanos nas células suínas. Os embriões resultantes dessas edições foram transferidos para fêmeas híbridas. Os porcos têm sido escolhidos como potenciais doadores para xenotransplante – transferência de órgãos entre espécies diferentes – pela semelhança de tamanho e funcionamento de seus órgãos com os dos humanos. Com sete meses os animais já atingem o peso necessário ao transplante para uma pessoa com 80 quilos. A meta é aproveitar inicialmente rim, córnea, coração e pele, que atendem 94% da demanda por transplantes do Sistema Único de Saúde (Agência FAPESP, 23 de abril).

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