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Estratégias

Pouco dinheiro e mais saúde

Cerca de US$ 6 bilhões seriam suficientes para transformar a vida de milhões de pessoas nos 40 países mais pobres do mundo, afirmam economistas da Organização Mundial de Saúde (OMS). A conclusão vem do primeiro estudo que compara a eficiência dos diversos sistemas de saúde do planeta, informa a revista New Scientist (18 de agosto). David Evans e colegas do Programa Global para Políticas de Saúde dizem que investir anualmente menos de US$ 80 em saúde por pessoa é desastroso. Isso ocorre com 41 dos 191 países analisados. Elevar esse patamar custaria US$ 6 bilhões por ano – apenas 0,3% do gasto global em saúde.

“O custo para os países ricos é baixo e as conseqüências para os países pobres seriam extraordinárias”, diz Evans. O dinheiro extra poderia ser usado para comprar drogas contra doenças que grassam em lugares subdesenvolvidos, como Aids, tuberculose e malária. Omã (na Península Arábica) está no topo dos países com melhor sistema de saúde, seguido por Malta, Itália, França, San Marino e Espanha. Os piores são os da África subsaariana, duramente atingidos pela Aids, com Zimbábue em último lugar. Alguns países ricos parecem ser surpreendentemente ineficientes, possivelmente refletindo um excesso de confiança na alta tecnologia e um encarecimento dos tratamentos.

Os Estados Unidos, por exemplo, ficaram em 72º no ranking, a Austrália em 39º, o Canadá em 35º e a Inglaterra em 24º. Alguns especialistas, entretanto, consideram o estudo prematuro. “Acredito que precisaríamos de mais dados para compor um ranking como esse”, comenta Martin McKee, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

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