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Propriedade intelectual

O artigo “Propriedade intelectual e organização da P&D vegetal: evidências preliminares da implantação da Lei de Proteção de Cultivares”, de Sergio Medeiros Paulino de Carvalho, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, e Sergio L. M. Salles-Filho e Sonia R. Paulino, da Universidade Estadual de Campinas, discute como o processo de reconhecimento de direitos de melhoristas, na forma de proteção de cultivares, no Brasil se fez a partir de uma estratégia nacional de articular propriedade intelectual e desenvolvimento tecnológico nacional. A proteção intelectual é entendida como mecanismo de articulação e coordenação entre os agentes envolvidos no processo de inovação. A metodologia de coleta de dados consistiu na análise dos titulares de cultivares protegidas no Brasil disponibilizados pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares, cruzando esses dados com os constantes do relatório de acompanhamento da produção de sementes no Brasil, elaborado pela Embrapa em parceria com o Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). Entre as principais conclusões está a de que o processo de reorganização da pesquisa pública, por meio de parcerias estruturadas em torno do desenvolvimento de novos cultivares, contribuiu fortemente para a manutenção da presença pública no mercado de sementes, mas varia entre as espécies pesquisadas.

Revista de Economia e Sociologia Rural – v. 45 – nº 1 – Brasília – jan./mar. 2007

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