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Tecnociência

Proteína indica evolução de tumor

Simone Treiger Sredni, patologista do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, descobriu que a presença de formas alteradas da proteína p53 pode ajudar os médicos a classificarem como benigno ou maligno um tipo raro de tumor, que afeta a região produtora de hormônios da glândula supra-renal, situada sobre os rins. Embora seja pouco freqüente, esse câncer é de dez a 20 vezes mais comum no Brasil – sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, com um caso para cada 240 mil pessoas – do que nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

Simone começou a buscar novos testes para avaliar a evolução desse tumor há quatro anos, quando trabalhava no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, após verificar que em crianças o exame da forma das células tumorais era pouco eficaz para prever se o tumor seria benigno ou maligno. “Apenas a detecção da p53 alterada não indica se o tumor é maligno”, diz Simone, coordenadora do estudo publicado em janeiro no Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

“Mas ajuda a predizer a progressão da doença se associada a outros critérios de avaliação, como o tamanho do tumor, as formas das células tumorais e a dosagem hormonal.” Quando ocorrem mutações no gene da p53, a proteína perde sua função original – evitar danos ao material genético – e leva as células a se multiplicarem de modo descontrolado, causando o câncer.

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