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Preservação

Reduzir a pobreza para recuperar a Caatinga

Fernanda Muniz Bez Birolo / Embrapa SemiáridoMaracujá silvestre, fonte de renda que preserva a vegetação nativaFernanda Muniz Bez Birolo / Embrapa Semiárido

Ecólogos das universidades federais de Pernambuco (UFPE) e da Paraíba (UFPB) propuseram uma estratégia denominada paisagens multifuncionais para conter a degradação da Caatinga e ao mesmo tempo atender aos interesses da população rural. Essa abordagem parte da constatação de que o uso convencional da terra no semiárido nordestino – com a criação extensiva de animais domésticos (particularmente caprinos), extração de produtos florestais e agricultura de corte e queima – resulta em degradação ambiental e ampliação da desertificação. O cenário poderia ser revertido com a implantação de técnicas para aumentar o armazenamento da água, a preservação do solo e a produtividade agrícola, que poderia melhorar as condições de vida dos produtores rurais. “Paisagens multifuncionais, mesmo em pequenas propriedades, são capazes de manter a integridade da floresta, reter biodiversidade e promover melhorias socioeconômicas significativas a partir do aumento da produção”, comenta Marcelo Tabarelli, da UFPE, coordenador da proposta. A mudança exige o trabalho integrado de comunidades locais, organizações não governamentais, centros de pesquisa e órgãos do governo, com o apoio de políticas públicas (Conservation Biology, junho).

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