
Jacques Nkinzingabo / AFP via Getty Images Mercado de roupas de segunda mão em Kigali, em RuandaJacques Nkinzingabo / AFP via Getty Images
Em 30 de março, no Dia Internacional do Lixo Zero das Nações Unidas, Inger Andersen, diretora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), sediado em Nairóbi, no Quênia, afirmou que os resíduos da indústria têxtil estão criando uma crise ambiental nos países africanos. Por causa de uma infraestrutura limitada de gerenciamento de resíduos, roupas usadas, enviadas dos Estados Unidos, Europa e China para a África sob o pretexto de caridade, ocupam cada vez mais espaço em aterros sanitários, são queimadas a céu aberto ou despejadas em rios. “A cada segundo, um caminhão de lixo cheio de roupas é jogado fora ou queimado”, disse Andersen. “Terras, rios e oceanos estão se tornando mais poluídos por itens baratos e facilmente descartáveis.” De acordo com o Greenpeace, um mercado de Accra, capital de Gana, recebe por semana 1.500 toneladas de roupas de segunda mão, quase todas com fibras sintéticas que se decompõem em microplásticos. O Pnuma alerta que toda a cadeia têxtil, da produção da fibra até o uso, contribui para a degradação ambiental. Sobras da fabricação em países produtores de roupas como o Quênia têm o mesmo destino. Andersen pediu aos consumidores que reutilizassem roupas e reduzissem o consumo excessivo (Nature Africa, 4 de julho).
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