- Na edição mais recente do Índice Global de Inovação (IGI), divulgada em 2024 pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Brasil ocupa a 50ª posição. Desde 2015, avançou 20 posições e é líder da América Latina, à frente do Chile (51ª) e do México (56ª), o que evidencia uma inserção regional relativamente mais robusta do que no cenário internacional
- O IGI avalia o ambiente inovativo de um país e seus resultados. É uma medida sintética, que combina sete dimensões: instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado, sofisticação empresarial, produção de conhecimento e tecnologia, e produção criativa. Esses indicadores, devidamente normalizados e ponderados, representam um fenômeno multidimensional (inovação) em um único número, passível de ser ordenado num ranking comparativo de diferentes países
- Inspirado nesse referencial, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) tem publicado o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (Ibid) desde 2024, voltado às unidades da federação (UF) brasileiras. Trata-se de uma adaptação do Índice Global de Inovação às especificidades nacionais e à disponibilidade de dados regionais, com o objetivo de subsidiar políticas públicas, orientar a alocação de recursos e aprimorar a compreensão das dinâmicas territoriais da inovação no país
Dados
São Paulo lidera índice de inovação
- O Ibid mostra a grande disparidade regional da qualidade do ambiente inovativo e seus resultados, com a clara liderança de São Paulo, cujo indicador é quase duas vezes maior que o do segundo colocado (Santa Catarina)
- Entre as UF mais bem posicionadas, encontra-se um grupo relativamente homogêneo de cinco delas (os três estados da região Sul mais Rio de Janeiro
e Minas Gerais) - Um segundo grupo, de desempenho intermediário, inclui Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Já no Nordeste, destacam-se Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará como polos emergentes de dinamismo inovativo
Fonte IBID / INPI Elaboração GPAFI / DPCTA / FAPESP
Republicar