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Genética

Sardas no DNA

gpointstudio / Getty ImagesPredisposição genética acentua os efeitos do sol sobre a pele gpointstudio / Getty Images

O material genético deixado em uma cena de crime pode servir para formar hipóteses sobre a aparência do potencial criminoso ou da vítima, além de permitir uma eventual identificação. Cor dos olhos, do cabelo e da pele são os parâmetros mais comuns em modelos de predição na área forense. Embora menos considerada, a presença ou não de sardas também pode ser inferida por alguns marcadores genéticos, principalmente nos Estados Unidos, de acordo com a geneticista Cintia Fridman, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP). Seu grupo testou a validade desses marcadores em 534 funcionários, professores e estudantes do Hospital das Clínicas da USP. Enquanto algumas variantes genéticas mostraram ter poder preditivo, principalmente se consideradas em conjunto com ancestralidade e sexo (mulheres e pessoas de pele clara têm maiores chances de ser sardentas), outras não foram encontradas nessa amostra. “Assim como as demais características externamente visíveis usadas nessas predições, a presença ou não de sardas está associada a diferentes genes e é muito dependente de fatores ambientais, principalmente a exposição ao Sol”, explica a pesquisadora (Legal Medicine, abril).

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