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Produção de peixes

Sardinhas em cativeiro

Criado em laboratório, cardume é instalado em tanques-rede no mar

UFSCCriado em laboratório, cardume é instalado em tanques-rede no marUFSC

Uma metodologia para a reprodução de sardinhas em cativeiro foi desenvolvida com sucesso por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Não há criadouros de sardinha no país, apenas captura em alto-mar para uso como alimento ou isca viva para a pesca de atum, processo que resulta em muitas perdas”, diz Cristina Carvalho, pós-doutoranda e participante do projeto chamado Isca Viva, coordenado pelo professor Vinicius Cerqueira, do Laboratório de Piscicultura Marinha (Lapmar) da UFSC. Como resultado do trabalho iniciado em 2009, que envolveu estudos de maturação e reprodução, alimentação e comportamento, cerca de 8 mil sardinhas nascidas e criadas em cativeiro foram transportadas em agosto para tanques-rede no litoral norte de Santa Catarina, onde estão sob os cuidados de pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e serão recolhidas por um barco pesqueiro de atum. O processo de criação começou com a pesca no mar, prosseguiu com a aclimatação dos peixes dentro de tanques no laboratório e a indução de desova. Quando se encontram na forma de larva, logo após o nascimento, elas comem rotíferos, um tipo de verme de água doce, e artêmias, um minicrustáceo. Na fase adulta, ração comercial. Com cerca de 30 a 40 dias já atingem cerca de 5 centímetros, tamanho mínimo para servir de isca viva. São parceiros no projeto a Univali e o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (Cepsul).

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