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Tecnociência

Sensores de gases mais eficientes

Novas nanopartículas de dióxido de estanho dopadas com terras raras, sintetizadas no Centro de Pesquisa Inovação e Difusão (Cepid) de Materiais Cerâmicos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), podem triplicar a vida útil de sensores de gases, que têm como função identificar algumas moléculas de gás em meio a 1 milhão de outras que compõem o ar. O processo de introduzir as terras raras (cério, ítrio e lantânio) no nível molecular durante a síntese das nanopartículas torna-as mais estáveis termicamente, na faixa de temperaturas de 300º a 500º a que são submetidas quando utilizadas, por exemplo, em sensores para detectar a contaminação do ar por poluentes ou mesmo a concentração de gases.

O material pode ser ainda utilizado em dispositivos opticoeletrônicos, células solares, displays de cristal líquido e catalisadores, já que o dióxido de estanho é um semicondutor que apresenta propriedades com alta condutividade elétrica, alta transparência na região do visível e alta estabilidade térmica. Para Edson Roberto Leite, coordenador da pesquisa no Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (Liec), as nanopartículas dopadas vão evitar o crescimento de cristais, fenômeno que ocorre quando os sensores operam em altas temperaturas, prejudicando sua eficiência.

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