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Estratégias

SOS museus de ciência

Um edital lançado em outubro pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) destinou R$ 4 milhões para socorrer museus e centros de ciência em dificuldades financeiras. “A idéia é dar alívio aos museus que entraram em pane”, diz o vice-presidente do CNPq, Manoel Domingos Neto. “Não é muito dinheiro, mas pode ter grande impacto no funcionamento dessas instituições.”

Alguns museus estão quase parados por falta de dinheiro para comprar materiais de expediente, outros têm computadores tão velhos que só conseguem rodar softwares obsoletos. O edital faz parte do programa de popularização da ciência e está vinculado também à Secretaria de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. O CNPq vai usar essa iniciativa para avaliar a demanda reprimida de recursos para os museus. Já planeja, no início de 2004, lançar um novo edital, que incluirá a criação de novos museus e centros de ciência em estados onde eles são escassos.

A estratégia repete a de outro programa, o de amparo à memória das instituições científicas. Um primeiro edital destinou R$ 1 milhão para recuperação de acervos históricos. Cerca de 280 centros se candidataram. Só haverá dinheiro para um em cada oito projetos. “O que é uma pena, porque há muitas propostas de qualidade”, diz Domingos Neto. O edital dos acervos serviu para sondar as necessidades nessa área. Uma nova linha de recursos para o resgate da memória da ciência virá em 2004, promete o CNPq.

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