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Tecnociência

Trem que levita é sucesso em Brasília

Um miniprotótipo de trem que levita e transita a 400 quilômetros por hora na presença de campo magnético foi um dos sucessos de público na 8ª Expociência, feira paralela à 52ª Reunião Anual da SBPC, acontecida em julho, em Brasília. O Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (Coppe) e da Escola de Engenharia da UFRJ desenvolveu esse trem durante dois anos.

Ele corre a cinco centímetros, em média, de distância de um trilho único composto de um ímã comum feito de ferrita. A levitação acontece porque existe um campo magnético que se forma entre o trem e o trilho. Para criar esse campo, as rodas são substituídas por pastilhas supercondutoras compostas de ítrio, bário e cobre que recebem uma carga de nitrogênio líquido, deixando-as resfriadas a uma temperatura de -196°C. Esse tipo de tecnologia é mais avançado que outras experimentadas por países como Japão e Alemanha, que têm protótipos em tamanho real prontos para entrar em operação comercial.

O projeto brasileiro está agora na fase de captação de recursos para a construção de uma pista de 30 metros e um protótipo de laboratório. A concepção do projeto, financiado pela Faperj e Fundação José Bonifácio (UFRJ), foi de três professores da universidade, Richard Stephan, da Coppe, Rubens de Andrade Júnior, da Escola de Engenharia, e Roberto Nicolsky, do Instituto de Física.

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