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Nanotecnologia

Um chip com nanotubos de carbono

Felice Frankel O microprocessador RV16X-Nano: mais econômico que os chips de silício e capaz de rodar os softwares atuaisFelice Frankel

O avanço da eletrônica dependeu por muito tempo da miniaturização dos transistores de silício. Isso começou a se tornar um problema quando esses dispositivos atingiram o limite físico da capacidade de encolher. A partir de certo tamanho, a corrente elétrica pode vazar dos canais metálicos que a transportam na superfície dos transistores e reduzir a eficiência energética dos semicondutores, causando falhas. Pesquisadores do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, conseguiram superar esse problema ao criar um microprocessador de 16 bytes a partir de circuitos formados por 14 mil nanotubos de carbono: cilindros ocos desse elemento químico, com paredes de um átomo de espessura. Os nanotubos são muito resistentes. Em determinadas condições, conduzem eletricidade; em outras, funcionam como isolante elétrico. O novo chip, batizado de RV16X-Nano, mostrou-se capaz de rodar os mesmos softwares usados hoje. Ele pode se tornar uma alternativa aos microprocessadores de silício (Nature, 29 de agosto). Além de mais rápido, ele parece consumir até 10 vezes menos energia, o que permitiria reduzir o número de recargas e aumentar a vida útil da bateria dos aparelhos equipados com esse chip. As técnicas usadas na produção do novo microprocessador são as mesmas adotadas na fabricação dos chips de silício convencionais, o que pode viabilizar a sua produção comercial nos próximos anos.

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