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BOAS PRÁTICAS

Um terço dos estudantes LGBTQIA+ afirma ter sofrido assédio ou agressão nos EUA

Esse percentual foi de aproximadamente 19% entre os outros alunos de universidades norte-americanas, segundo levantamento feito por pesquisadores da Ucla

Estudantes da Universidade de Nova York protestam por inclusão

Wikimedia Commons

Quase 33% dos estudantes LGBTQIA+ afirmaram ter sofrido assédio ou ser vítima de agressão em universidades norte-americanas, segundo levantamento feito por pesquisadores do Instituto Williams, centro de pesquisa da Escola de Direito da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), nos Estados Unidos. Esse percentual foi de aproximadamente 19% entre os outros estudantes.

A pesquisa ouviu 822 indivíduos com idades entre 18 e 40 anos que frequentaram cursos de graduação e pós-graduação em algum momento de suas vidas: 19,1% dos estudantes LGBTQIA+ relataram ter sofrido bullying ou assédio pessoalmente, enquanto 12,5% afirmaram que essas importunações se deram em ambiente virtual e outros meios. Já 17,6% disseram ter sido vítimas de assédio sexual e 11,8% de agressão sexual no campus das universidades que frequentavam.

“As instituições de ensino superior, em geral, preocupam-se com a segurança de seus alunos e com suas reputações”, disse Kerith Conron, diretora de Pesquisa do Instituto Williams, à revista eletrônica Times Higher Education. “No entanto, algumas delas parecem não ter ideia da gravidade e da frequência com que esses eventos ocorrem no ambiente acadêmico.” Segundo Conron, mesmo que os líderes institucionais não se envolvam em atividades de coleta de dados, eles podem ter uma noção melhor sobre essa situação em seus campi formando grupos consultivos de estudantes, funcionários e administradores LGBTQIA+, que os ajudariam a elaborar políticas efetivas de combate a essas práticas.

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