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Neurociência

Um teste para príons

Sabe-se que o príon – forma alterada de uma proteína encontrada principalmente no cérebro dos mamíferos – pode ser transmitido entre animais de espécies aparentadas e causar uma doença progressiva que mata as células do sistema nervoso e leva a uma morte trágica. Claudio Soto e sua equipe na Universidade do Texas em Galveston verificaram que, misturados em tubos de vidro, os príons de hamster convertem a versão normal da proteína de camundongo em uma nova forma de príon. Algo parecido ocorre quando se adicionam príons de camundongo à proteína normal de hamster, segundo artigo publicado em setembro na Cell. “Isso é preocupante”, disse Soto ao site NatureNews. “O universo de príons pode ser muito maior do que imaginávamos.” A equipe de Soto desenvolveu um método chamado amplificação cíclica do enovelamento errado de proteínas (PMCA) que permite os príons de hamster converter as proteínas de camundongo em poucas semanas, fenômeno que geralmente leva anos nos animais vivos. A descoberta pode gerar um teste para identificar formas de príon transmissíveis entre espécies – nos seres humanos o príon provoca a doença de Creutzfeldt-Jakob, que deixa o cérebro como um queijo suíço.

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