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Tecnociência

Vacina contra a esquistossomose

Alterações muito simples no material genético do parasita causador da esquistossomose podem frustrar os planos da Organização Mundial da Saúde (OMS) de obter uma vacina que ofereça proteção contra o Schistosoma mansoni, o verme causador dessa doença que afeta 200 milhões de pessoas.

Após analisar amostras do parasita vindas da África, do Oriente Médio e da América do Sul, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) encontraram mutações genéticas que causam a troca de um único nucleotídeo – molécula formada por uma das quatro bases nitrogenadas que formam o DNA, A (adenina), T (timina), C (citosina) e G (guanina) – e alteram as proteínas indicadas pela OMS como alvos para a criação de vacinas. Em conseqüência, variações nos genes dessas proteínas poderiam diminuir o efeito da vacina.

“Para realmente funcionar, uma vacina deveria conter todas as variações encontradas nessas proteínas”, diz Emmanuel Dias Neto, o coordenador do estudo, feito em parceria com Sérgio Verjovski-Almeida.

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