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Estratégias

Vai e vem austríaco

O governo da Áustria voltou atrás na decisão de abandonar o Cern (Organização Europeia de Pesquisas Nucleares, na sigla em francês). No dia 8 de maio, o ministro da Ciência, Johannes Hahn, chegou a anunciar a saída do consórcio que mantém a iniciativa, após 50 anos de colaboração. O anúncio, feito a poucos meses do relançamento do LHC, o gigantesco acelerador de partículas criado pelo centro de pesquisa, mobilizou os cientistas austríacos. “É um dia triste para a ciência austríaca”, protestou Christian Fabjan, chefe do Instituto de Física de Altas Energias, em Viena. Pressionado, o chanceler Werner Faymann anulou a decisão dez dias depois e anunciou que a participação da Áustria no Cern seguirá inalterada. A justificativa para a saída era a contenção de despesas. O Ministério da Ciência queria usar os recursos antes destinados ao Cern, de cerca de – 17 milhões por ano, o equivalente a 2% do orçamento do laboratório, para compensar a perda de gastos privados em pesquisa básica, além de investir em outras colaborações internacionais.

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