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mundo

Vigor argentino

A ciência da Argentina começa a superar um longo período de estagnação. Numa iniciativa audaciosa, o governo do presidente Néstor Kirchner lançou um programa voltado para aumentar o número de pesquisadores em atividade, melhorar seus salários e reforçar os recursos para projetos regionais. A primeira instituição contemplada é a maior agência argentina de pesquisas, o Conselho de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet), que vai contratar 1.400 pesquisadores com nível de doutorado e pós-doutorado, além de 550 assistentes de pesquisa. Todos os atuais pesquisadores do Conicet terão aumento salarial de 45% (doutores), 37% (pós-doutores) e 42% (assistentes). Nos últimos anos, orçamentos magros impediram a agência de renovar seus quadros, que foram envelhecendo. A média de idade dos pesquisadores hoje é de 50 anos. Com as novas contratações, deve baixar para 32 anos. A mudança radical é lastreada por um reforço no orçamento (cerca de US$ 10 milhões), aprovado pelo Congresso argentino em 2003, e por outros US$ 2,4 milhões retirados de outras áreas. “Não vai resolver nossos problemas, mas certamente é um passo tremendo para a reconstrução da política científica nacional”, disse a secretária de Pesquisa da Universidade de Quilmes, Anahí Ballot (SciDev.Net).

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