São Paulo, a cidade dos rios invisíveis | 21.03.2014

 

Quando tempestades caem sobre a cidade de São Paulo, rios e córregos voltam a ser vistos e lembrados, pois empurram para as ruas o excesso de água que não conseguem mais transportar. Neste vídeo produzido pela equipe de Pesquisa FAPESP especialistas explicam por que a maioria dos cursos d’água da metrópole foram enterrados e comprimidos em túneis de concreto sob ruas e avenidas, e as consequências dessa falta de planejamento.

“Como as pessoas não conseguiram fazer especulação imobiliária em cima dos córregos, ofereceram para as ruas serem os córregos. O resto virou habitação”, explica Rodolfo Costa e Silva, que é o coordenador do programa de despoluição do Rio Tietê e de requalificação das marginais dos rios Tietê e Pinheiros.

A transformação dos rios paulistas foi intensa e rápida. No início do século XX, os paulistanos se divertiam aos domingos nadando, pescando ou passeando de barco no rio Tietê. A alegria acabou à medida que aumentava a descarga de resíduos das casas e das empresas no rio que na década de 1950 já era, como hoje, um esgoto a céu aberto. “O crescimento populacional, econômico e o mercado de terras fez a cidade caminhar em direção aos rios”, diz o historiador Janes Jorge, que é professor da Unifesp.

A referência aos rios e córregos estão por toda parte até nos nomes de bairros: Água Funda, Água Rasa, Vila Nova Cachoerinha, Rio Pequeno. “Se você abrir um guia de ruas de São Paulo, você vai ver um monte de referência a água que que está naquele lugar, ou que esteve visível naquele local”, conta Luiz Campos Júnior, co-criador da iniciativa Rios e Ruas. “A gente construiu num lugar inadequado.”

Leia mais na reportagem Entre paredes de concreto.

videos
 16/04/2018
Queda de meteorito há 250 milhões de anos gerou terremoto e tsunami
 02/04/2018
Diretor do Impa fala da entrada do Brasil na elite internacional de matemática
 19/03/2018
Áreas inundadas aumentam níveis de mercúrio em peixes da Amazônia
 05/03/2018
Partícula fria transfere calor para a quente sem violar termodinâmica
 20/02/2018
Evidências indicam humanos em todo o território nacional há 10 mil anos
 05/02/2018
Como macacos nos ajudam a entender a dispersão do vírus
 29/01/2018
Grupo de plantas carnívoras surgiu há 39 milhões de anos
 17/01/2018
Inflamação diminui conexões de neurônios de crianças com o transtorno
 04/01/2018
Ações coletivas viabilizam projetos de pesquisa no país
 13/12/2017
Pesquisadores comentam o flagra da colisão de estrelas de nêutrons
 28/11/2017
Trabalho busca desvendar ritmos circadianos de roedor
 13/11/2017
Biografia de Lima Barreto sob o olhar permeado pelas questões raciais
 31/10/2017
Ataliba Castilho comenta a dinâmica da transformação oral do português
 17/10/2017
Mata Atlântica volta a crescer no Vale do Paraíba
 02/10/2017
Sapinhos da Mata Atlântica não escutam o próprio canto
Anteriores