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Bernardo Beiguelman

Acervo do geneticista Bernardo Beiguelman será aberto à consulta pública na Unicamp

O objetivo é tornar disponível ao público mais uma fonte para pesquisa histórica e científica

Professor Bernardo Beiguelman em laboratório improvisado em 1963

Coleção Fotográfica Fundo Bernardo Beiguelman Beiguelman em laboratório improvisado no prédio da Maternidade de Campinas em 1963Coleção Fotográfica Fundo Bernardo Beiguelman

Artigos, equipamentos e manuscritos de pesquisas, entre outros materiais pessoais do professor e geneticista Bernardo Beiguelman, estarão em breve disponíveis ao público no Centro de Memória e Arquivo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp). No dia 15 de maio, será realizado no Salão Nobre da FCM um colóquio sobre o legado do geneticista, com palestras que abordarão aspectos de sua trajetória e a importância de seu acervo pessoal para a preservação da memória científica do país.

Morto em 2010, aos 78 anos, Beiguelman era um “arquivista amador”, como destaca Giselle Beiguelman, historiadora, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e filha do geneticista. “Ele reuniu e organizou documentos relacionados a suas atividades de ensino, produção científica, funções administrativas e relações institucionais e pessoais.”

Beiguelman foi um dos pioneiros na pesquisa e no ensino da genética médica no Brasil e na América Latina, e também um dos primeiros professores da Unicamp, sendo responsável, em 1963, pela fundação do Departamento de Genética Médica da FCM, o primeiro da América Latina. Ali, foi professor e pesquisador até 1997, quando se aposentou. Ao longo de sua carreira, reuniu e organizou um acervo que inclui cerca de 750 livros sobre genética médica, literatura brasileira e estrangeira, cultura judaica e enciclopédias culturais, além de documentos pessoais e administrativos, produzidos e arquivados por ele durantes os anos.

De acordo com Rafaela Basso, historiadora responsável pela organização do acervo de Beiguelman, o material produzido e acumulado pelo geneticista representa um conjunto diversificado de informações importante para a memória institucional da FCM-Unicamp. “O acervo compõe um conjunto representativo que remete às diferentes atividades administrativas, de ensino e de pesquisa desempenhadas por Beiguelman enquanto professor do Departamento de Genética Médica da FCM”, explica. “Seus escritos científicos, as conferências de que participou, os relatórios de projetos e pareceres que escreveu são importantes porque nos ajudam a entender como se deu a evolução da disciplina de genética médica na universidade.”

O acervo reúne ainda álbuns de fotografia, slides usados em aulas, lâminas de microscopia, relatórios e trabalhos apresentados em congressos, teses e correspondências, “de modo que o percurso das investigações desenvolvidas ao longo de sua produção científica pode ser acompanhado por meio dos rascunhos, esboços e anotações”, diz Giselle. Os documentos de Beiguelman começaram a ser digitalizados em 2010 e agora serão disponibilizados no Centro de Memória e Arquivo da FCM-Unicamp. O objetivo, segundo Rafaela, é tornar disponível ao público mais uma fonte para a pesquisa histórica e científica.

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