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Engenharia

Como o olho humano

INSTITUTO BECKMAN/UNIVERSIDADE DE ILLINOIS Circuitos de silício sobre substrato flexívelINSTITUTO BECKMAN/UNIVERSIDADE DE ILLINOIS

A fotografia sempre persegue a perfeição do olho humano, e inovações, como o lançamento das câmaras digitais, promoveram revoluções tecnológicas recentes nesse setor. Mas um novo dispositivo criado nos Estados Unidos pode trazer novidades. Desenvolvida por um grupo de engenheiros das universidades de Illinois e de Northwestern, a tecnologia consiste em usar no lugar dos sensores ópticos planos, que têm um campo de visão estreito, um sensor digital curvo, inspirado no olho humano, que consegue capturar imagens em grandes ângulos sem apresentar qualquer distorção. O avanço, divulgado na revista Nature (7 de agosto), só se tornou possível em função do desenvolvimento da eletrônica flexível, um conjunto de técnicas que permite a construção de circuitos eletrônicos tradicionais, feitos de silício, sobre substratos flexíveis. Esse primeiro sensor possui apenas 256 pixels, mas, como sua tecnologia é baseada em materiais e processos já conhecidos, os pesquisadores acreditam que poderão construir em pouco tempo sensores mais sofisticados e com maior densidade de pixels.

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