ReproduçãoTrês meses após o lançamento da edição 364, Pesquisa FAPESP está de volta com a edição impressa 365. A capa traz um alerta: o Pacífico Equatorial está mais quente do que em qualquer outro momento desde o início das medições em 1950. É um indício de que o El Niño pode se tornar muito forte, com efeitos sobre as cidades brasileiras — tema que a edição também aprofunda ao acompanhar a crise hídrica no entorno da usina de Belo Monte.
A revista também traz o impacto da inteligência artificial na diversidade de temas da pesquisa científica, o racismo no mercado afetivo brasileiro e a cobertura do prêmio Jabuti Acadêmico, que homenageou o físico José Goldemberg.
O hiato marca um período de reformulação editorial e gráfica para renovar o fôlego da publicação e adaptá-la ao nosso tempo.
“Uma das principais mudanças para o leitor é a lógica digital first: cada reportagem sai primeiro no site, no seu próprio tempo, com um momento só dela e uma vida mais longa”, define Gabriel Alves, diretor de redação. Nessa nova lógica, a versão impressa ganha relevância como um compilado de leitura do mês, com curadoria e hierarquia do que foi publicado no período, em projeto gráfico novo, com fonte maior, mais infográficos, imagens e quadros — formas de fisgar o leitor e fazê-lo se encantar pelo conteúdo. Parte importante dessa reestruturação é a parceria editorial e acadêmica com o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Unicamp.
Além disso, a revista passa a ter mais sinergia com a Gerência de Comunicação da FAPESP e suas outras iniciativas de comunicação, como a Agência FAPESP, o Centro de Memória e o Pesquisa para Inovação.
Também em setembro, Pesquisa FAPESP recebeu o 46º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, concedido pelo CNPq na categoria Instituição e Veículo de Comunicação — considerada a maior honraria do jornalismo científico brasileiro.
O reconhecimento é fruto de uma trajetória que começou três décadas atrás, em agosto de 1995, com o informativo Notícias FAPESP, criado para levar informações sobre ciência e tecnologia a pesquisadores, gestores de política científica e jornalistas. Em 1999, na 47ª edição, o informativo deu lugar à revista Pesquisa FAPESP, que incorporou as editorias de Ciência, Tecnologia, Humanidades e Política Científica e Tecnológica, mantidas até hoje.
Pesquisa FAPESP chegou à internet em 2001 e, no ano seguinte, adotou o formato que consolidou sua presença nas bancas e entre assinantes, com 12 edições anuais. A primeira edição em outra língua, o inglês, foi publicada em 2002. Em seguida, veio uma versão em espanhol — uma ação para ampliar o alcance e chegar a leitores em diversos países.
Em 2018, o site ganhou novo desenho e, em 2022, uma edição especial marcou os 200 anos da Independência do Brasil.
Nesta nova etapa, Pesquisa FAPESP quer aprofundar a conexão com seus diversos públicos — do estudante do ensino médio ao gestor público, passando pela comunidade de pesquisadores — atuando em quatro frentes: a edição impressa, o site, as redes sociais e as newsletters. Mais adiante, iniciativas multimídia, como vídeos e podcast, serão retomadas.
Mais de três décadas depois do primeiro Notícias FAPESP, o compromisso da revista permanece: fazer com que a ciência produzida em São Paulo e no Brasil chegue, com profundidade e rigor, a quem a financia: a sociedade.
Linha do tempo
Acompanhe a trajetória de Pesquisa FAPESP ao longo de mais de 30 anos
- 1995
A FAPESP lança, em agosto, o informativo Notícias FAPESP, com distribuição gratuita para os pesquisadores paulistas, gestores da política nacional de ciência e tecnologia e jornalistas.
- 1999
O informativo deixa de circular em setembro e em outubro é lançada a revista Pesquisa FAPESP, com reportagens sobre Ciência, Tecnologia, Humanidades e Política Científica e Tecnológica, com ênfase em resultados de pesquisa financiados pela FAPESP.
- 2001
A publicação chega à internet e passa a publicar o conteúdo da revista impressa, além de notícias sobre ciência e tecnologia.
- 2002
A publicação passa a ter o formato atual, com 12 edições anuais de 100 páginas cada. Além do envio a pesquisadores e bolsistas ligados à FAPESP, a publicação começa a ser vendida em bancas e por assinatura. Em novembro, a versão impressa ganha a primeira edição em inglês, com uma seleção das melhores reportagens.
- 2010
Questões de provas de vestibular de universidades públicas paulistas, como a da Unicamp, e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passam a ser formuladas com frequência a partir de reportagens da Pesquisa FAPESP.
- 2018
O site é redesenhado, com navegação facilitada entre texto, imagem e áudio/vídeo e leitura otimizada para celular, mantendo um acervo de mais de 20 anos de reportagens.
- 2022
Em agosto, é lançada a edição especial da Pesquisa FAPESP sobre o bicentenário da independência do Brasil. Ao longo do ano, foram publicadas no site mais de 30 reportagens, vídeos e podcasts, reunidos em um pequeno acervo.
- 2026
Pesquisa FAPESP recebe o 46º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, do CNPq, na categoria Instituição e Veículo de Comunicação — a maior honraria do jornalismo científico brasileiro, concedida desde 1978. Inicia também uma nova etapa, com o trabalho editorial mais alinhado com outras frentes de comunicação da FAPESP.