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Nutrição

Fome na infância ecoa na velhice

A fome poderia prejudicar não apenas o crescimento das crianças, mas também ter efeitos sobre a saúde de pessoas idosas? Uma análise com informações de 6.929 pessoas com 60 anos ou mais, entrevistadas para o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (Elsi-Brasil), mostrou que sim. A fome na infância foi avaliada por meio da pergunta: “Do nascimento até os 15 anos de idade, você já passou fome em casa e foi dormir com fome?”. A resposta positiva variou de 17%, na região Sul, a 32%, no Nordeste. Quase um quarto (23%) dos participantes se lembrou de ter passado fome, que se mostrou associada à ocorrência de várias doenças simultaneamente, limitação nas atividades básicas da vida diária, fragilidade (perda de peso involuntária e fraqueza muscular) e sintomas depressivos. Os pesquisadores responsáveis por esse levantamento – do Centro Universitário Santa Rita (Unifasar), em Minas Gerais, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e das universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de Santa Catarina (UFSC) – observaram que, apesar de iniciativas de distribuição de renda, como o programa Bolsa Família, o Brasil tem mostrado retrocesso nos esforços para combater a fome e a desnutrição, por causa do enfraquecimento e a descontinuidade das políticas de alimentação e nutrição (Geriatric Nursing, abril).

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