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Boas práticas

Formação sobre integridade científica

O Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein reforçou o treinamento em boas práticas de pesquisa de seus estudantes de pós-graduação. Braço de pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, e responsável pela formação de médicos residentes, especialistas, mestres e doutores, a instituição criou no final de 2019 um Escritório de Integridade Científica dedicado a promover ações em educação. Um programa-piloto que começou a ser aplicado a uma turma de 20 alunos de mestrado oferece, logo no início do curso, uma aula sobre temas de integridade científica, esmiuçando conceitos como plágio, falsificação e fraude, e orientando práticas relacionadas a métodos de coleta e preservação de dados de pesquisa e ao uso de ferramentas estatísticas para interpretá-los. Tais conceitos são resgatados e estimulados quando o aluno apresenta seu projeto de pesquisa para uma banca de qualificação, com o apoio de seu orientador, e depois checados na defesa da dissertação.

A depender dos resultados da experiência, o programa poderá ser ampliado para alunos de doutorado da instituição. “Todos os médicos e estudantes interessados podem ter acesso a esses conteúdos e a supervisão mesmo sem participar do programa-piloto”, explica o imunologista Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente do instituto. “A integridade científica está vinculada à qualidade da pesquisa. Nosso objetivo é aperfeiçoar a formação dos nossos pesquisadores para garantir que sigam padrões éticos e produzam resultados de alto nível”, afirma Rizzo. O escritório também pretende lançar em breve um conjunto de vídeos e um e-book sobre integridade científica.

Antes de criar o escritório, o instituto mantinha desde 2016 um Comitê de Integridade Científica incumbido de monitorar estudos realizados por seus médicos, docentes e alunos, com o objetivo de assegurar que estejam seguindo boas práticas e obedecendo as recomendações feitas pelo comitê de ética em pesquisa da instituição. “Introduzimos um sistema de gerenciamento de projetos capaz de acompanhar as pesquisas desde a fase de coleta de dados e alertar os responsáveis para eventuais descuidos ou equívocos”, informa a antropóloga Anna Davison, coordenadora do escritório. “Quando ajustes são necessários, o pesquisador deve fazer as correções e encaminhar o projeto novamente para avaliação.” Em 2020, pesquisadores vinculados ao Hospital Albert Einstein foram responsáveis por 883 publicações científicas, entre artigos, revisões e trabalhos apresentados em eventos.

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