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Geografia

O errante polo Norte magnético

Simon Wakefield/Wikimedia Commons Percurso estimado (1620-1850) e posições medidas (quadrados brancos) do polo Norte magnéticoSimon Wakefield/Wikimedia Commons

O polo Norte magnético, para onde aponta a agulha das bússolas, vem migrando mais rapidamente do que o esperado nos últimos anos do Canadá para a Sibéria, na Rússia. O deslocamento acelerado obrigou os especialistas no tema a atualizar o modelo magnético mundial (WMM) no início de fevereiro, quase um ano antes do planejado. Desenvolvido em 1965 pelo Centro Nacional de Dados Geofísicos (NGDC) dos Estados Unidos e pelo British Geological Survey (BGS), no Reino Unido, o modelo é ajustado uma vez a cada cinco anos. A próxima atualização era esperada para o final de 2019, com o lançamento do WMM2020. A correção do modelo é importante porque ele orienta manobras militares e as rotas da aviação comercial, além das bússolas dos smartphones. Há quase quatro séculos se sabe que o polo Norte magnético muda de posição, desde que o matemático britânico Henry Gellibrand notou que, em 50 anos, ele havia se deslocado centenas de quilômetros para perto do polo Norte geográfico, no Ártico, a 90 graus de latitude norte. Os polos magnéticos são induzidos pelo movimento do ferro liquefeito no núcleo da Terra. Após vagar pelo Ártico e pelo Canadá, por volta de 1860 o Norte magnético passou a se dirigir para a Sibéria. Ao jornal The New York Times, o geofísico Andrew Jackson, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, relatou que um problema da área é a ausência de um modo eficiente para predizer quando e como o campo magnético do planeta irá mudar.

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