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Estratégias

O medo da intervenção

LAURA BEATRIZA demissão de um cientista venezuelano reanimou os temores de intervenção política do presidente Hugo Chávez no ambiente acadêmico do país. Reinaldo Di Polo, fisiologista com mais de 40 anos de carreira e vencedor do Prêmio Nacional de Ciência da Venezuela em 2000, perdeu seu posto no Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica. Já aposentado, continuava trabalhando graças a um programa que busca manter na ativa cientistas experientes. Ángel Viloria, diretor do instituto, disse à revista Science que a decisão foi administrativa. Mas a saída de Di Polo, cuja produção se vincula à pesquisa básica, é vista como consequência de um pedido de Chávez a seu ministro da Ciência, Jesse Chacón, no sentido de mobilizar os cientistas do país em torno de pesquisas com aplicações práticas. “Não podemos investir temas que não sejam de interesse do Estado”, disse Viloria. O temor de pesquisadores como Claudio Bifano, presidente da Academia Venezuelana de Ciências Físicas, Matemáticas e Naturais, é que Chávez aproveite a ocasião para eliminar o que chama de “ciência burguesa”.

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