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Nanotecnologia

Sensor detecta bactérias em alimentos

Bactérias aderidas a nanopartículas magnéticas (seta vermelha) no fundo de recipiente

Rui Sintra/IFSC-USP

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um biossensor capaz de identificar com rapidez a contaminação de alimentos e bebidas por bactérias. Eles recobriram nanopartículas magnéticas com o peptídeo melitina, extraído do veneno de abelhas, que tem afinidade com a parede celular das bactérias. As nanopartículas com melitina aderem aos microrganismos que, atraídos por um ímã, são separados da amostra de bebida ou de alimento liquefeito. Pequenos volumes do material isolado são depositados em um filme com eletrodos de prata, que distinguem a espécie de bactéria a partir de alterações nas propriedades elétricas do eletrodo. Criado pela equipe do físico Osvaldo Novais de Oliveira, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), o biossensor identificou, em um teste inicial, a contaminação de água e suco de maçã por Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Salmonella typhimurium (Talanta, 28 de outubro de 2018). “Tão logo inseridas no ambiente contaminado, as nanopartículas atraíram as bactérias que, em 25 minutos, estavam no fundo do recipiente”, conta Oliveira. Caso mais estudos confirmem a eficácia e viabilidade comercial, o biossensor poderia ser usado em análises de rotina da indústria alimentícia ou em surtos de contaminação de alimentos. Outras técnicas demoram mais.

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