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Boas práticas

Violência racial e reuniões científicas

A American Physical Society (APS) vai adotar novos critérios para selecionar as sedes de seus 12 eventos científicos anuais, vetando cidades com registros policiais racistas. A partir de agora, serão considerados na escolha fatores como a disponibilidade de dados abertos sobre o uso da força pela polícia na cidade e o perfil demográfico de seus alvos ou a existência de órgãos independentes para investigar mortes sob custódia policial. A lista de critérios foi elaborada com a ajuda do criminologista Greg Ridgeway, da Universidade da Pensilvânia.

A decisão da APS foi uma resposta a uma carta enviada pelos físicos Philip Philips e Michael Weissman, ambos da Universidade de Illinois, Urbana-Champaign, a diversas sociedades científicas dos Estados Unidos. Inconformados com a morte de um homem negro desarmado, George Floyd, em uma ação policial no município de Minneapolis, no estado de Minnesota, eles pediram que as entidades representativas de pesquisadores deixassem de prestigiar em seus eventos cidades com histórico de ações policiais racistas. A única até agora a aderir à ideia foi a APS, que reúne 55 mil físicos. Hunter Clemens, diretor de eventos da associação, disse à revista Nature que os critérios só serão aplicados a eventos ainda não agendados. Com isso, será mantido um congresso científico da associação que já estava programado para 2024 justamente em Minneapolis, o estopim de protestos que ganharam os Estados Unidos em 2020.

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