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Arqueologia

Novos desenhos no deserto do Peru

Geoglifos em forma de serpente de duas cabeças (à esq.) e pássaro

Universidade Yamagata e IBM

Arqueólogos do Japão identificaram 143 novos desenhos – ou geoglifos – de animais, plantas e pessoas no deserto de Nazca, na costa do Peru. A descoberta de 142 imagens resulta do trabalho de campo e de análises de imagens tridimensionais feitos por uma equipe coordenada por Masato Sakai, professor de antropologia cultural da Universidade Yamagata, no Japão. Já a imagem de um humanoide com quatro metros de altura e dois de largura foi delineada por meio de um programa de inteligência artificial da IBM do Japão, que se mostrou capaz de processar uma grande quantidade de imagens aéreas em alta resolução. Reconhecidas como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco em 1994, as chamadas Linhas e Geoglifos de Nazca e dos Pampas de Jumana se espalham por uma área de cerca de 450 quilômetros quadrados e retratam seres imaginários, animais e outras centenas de grandes figuras geométricas – uma delas retrata um macaco, com 135 metros de extensão. Com idade estimada entre 2.500 e 2.200 anos, eram supostamente usadas em rituais de povos pré-incas. A equipe de Sakai, além de pesquisar a região desde 2004, tem se empenhado em preservar o sítio arqueológico, ameaçado pela expansão urbana e agrícola. No ano passado, um motorista de caminhão que passava pela rodovia Pan-americana saiu da estrada e deixou marcas de pneus em três geoglifos. Em 2009, chuvas fortes que fluíam da estrada danificaram três dedos em um desenho em forma de mão (Yamagata News, 15 de novembro; Smithsonian.com, 21 de novembro).

Universidade Yamagata e IBM A imagem de humanoide foi identificada por inteligência artificialUniversidade Yamagata e IBM

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