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Zoologia

O que há para o jantar?

Siba, capaz de comer menos no almoço quando o prato preferido é servido na ceia

Jarek TuszyNski / Wikimedia Commons

Parentes dos polvos e das lulas, as sibas (Sepia officinalis) têm um cérebro relativamente grande e aprendem com facilidade. Um experimento mostrou agora que elas também são capazes de tomar uma decisão com base em informações do passado. Sob a orientação da psicóloga Nicola Clayton, da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e da zoóloga Christelle Jozet-Alves, da Universidade de Caen, França, Pauline Billard submeteu 29 sibas, em momentos alternados, a dois padrões de alimentação. No primeiro, os moluscos recebiam diariamente caranguejos pela manhã e camarões (seu alimento preferido) à noite. No segundo, o caranguejo seguia no cardápio, mas o camarão era oferecido em noites aleatórias. Depois de um tempo, Billard observou que as sibas que recebiam camarão com regularidade comiam menos caranguejos de dia. O consumo de caranguejo aumentava se a oferta de camarão se tornava aleatória (Biology Letters, 5 de fevereiro). “Foi impressionante a rapidez com que as sibas adaptaram o comportamento alimentar”, contou Billard à imprensa.

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