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ÓPTICA

Mais luz para diversas áreas do conhecimento

Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica desenvolverá projetos com tecnologia de ponta

O Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica reúne pesquisadores do Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). “Eram duas propostas distintas, a de um Centro de Óptica e a de um de Fotônica, que a FAPESP, depois da análise, recomendou que fossem unificadas, já que tinham forte natureza complementar nas áreas de pesquisa”, explica Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor do Instituto de Física da Unicamp. “As investigações vão convergir para os estudos de fenômenos da óptica e suas aplicações nas áreas de telecomunicações, biologia, medicina e física atômica, entre outros”, completa Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física da USP-São Carlos.

A integração das duas áreas de conhecimento será fundamental, por exemplo, para as pesquisas das aplicações da luz nas telecomunicações. Um dos projetos do Centro será encontrar forma de multiplicar a velocidade de transmissão de dados pela Internet, o que só será possível se os sistemas eletrônicos forem substituídos por sistemas ópticos. Isso requer o estudo de vários fenômenos fundamentais da Física dos Materiais e dos Estados Sólidos. Um dos grandes objetivos da fotônica é a substituição do transistor eletrônico por um transistor óptico. Será preciso, ainda, investigar como os pulsos de luz se comportam ao se propagarem por diferentes materiais que serão utilizados nessa engenharia. “É a óptica não linear de materiais”, ressalva Brito.

O Instituto de Física da USP de São Carlos e o da Unicamp têm larga experiência de difusão de conhecimento para pequenas, médias e grandes empresas para o desenvolvimento de tecnologias baseadas em óptica e fotônica. A Optoeletrônica São Carlos, por exemplo, a principal empresa brasileira produtora de lentes, componentes ópticos e instrumentos de metrologia, nasceu do grupo de Óptica do Instituto de Física da USP de São Carlos. O Instituto de Física de Campinas gerou e transferiu a tecnologia de fibras ópticas para a Telebrás, no que foi um dos mais bem sucedidos programas de transferência de tecnologia no Brasil. Hoje colabora com empresas como a KomLux, fabricante de fibras ópticas, a Corning Inc., e a Ericsson Telecomunicações.

Os dois institutos somarão, ainda, bem-sucedidas experiências em educação desenvolvidas por meio de programas de reciclagem de professores e de cursos para alunos de segundo grau, além do projeto Ciência na Escola, apoiado pela FAPESP no Programa Ensino Público. Também estão previstos investimentos na ampliação dos programas de divulgação de pesquisa e cursos básicos de ciências que, atualmente, são transmitidos pela TV Educativa e Rádio Universitária de São Carlos. Com apoio da FAPESP, os programas de educação chegarão à Internet.

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