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A vez dos satélites privados de observação da Terra

ED. 256 | JUNHO 2017

 

Satélites de observação da Terra gerenciados por empresas começam a despertar interesse de pesquisadores. A companhia finlandesa Iceye anunciou que vai lançar neste ano o primeiro de uma série de 20 satélites equipados com radares, que poderão captar imagens de um mesmo local várias vezes por dia. A empresa escandinava entra em mercado em que já há outros competidores, como a norte-americana XpressSAR e a canadense Urthecast. A argentina Satellogic lançou em 2016 dois satélites de 35 quilos e se tornou a primeira empresa a explorar comercialmente imagens hiperespectrais, aquelas que abrangem vários comprimentos de onda. Parte dos dados foi oferecida de graça a pesquisadores. O avanço dos satélites comerciais é visto ao mesmo tempo com alívio e com reservas pela comunidade científica. Com alívio, porque novas gerações de satélites públicos estão ameaçadas de não sair do papel. Um exemplo é o Pace, da Nasa, que deveria fornecer imagens hiperespectrais a partir de 2018, mas pode ser cancelado devido ao corte no orçamento da agência proposto pelo presidente Donald Trump. Com reservas, porque não há garantias de que as empresas forneçam dados específicos e séries históricas de que os pesquisadores precisam. Andreas Kääb, professor do Departamento de Geociências da Universidade de Oslo, Noruega, disse à revista Nature que as empresas, embora ofereçam imagens, raramente disponibilizam dados brutos captados por satélites que são necessários para seus estudos.


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