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Violinos modernos batem Stradivarius

ED. 256 | JUNHO 2017

 

Solistas de orquestra preferiram o som de instrumentos atuais ao dos feitos nos séculos XVII e XVIII, como o Stradivarius

Violinos italianos antigos, como os Stradivarius, são caríssimos e considerados os melhores do mundo. Confeccionados artesanalmente nos séculos XVII e XVIII, eles gerariam notas mais precisas e alcançariam tons irreprodutíveis por instrumentos modernos. Um estudo desenvolvido pelo luthier americano Joseph Curtin e a engenheira acústica Claudia Fritz, da Universidade Pierre e Marie Curie, França, coloca essa percepção arraigada à prova (PNAS, 8 de abril). Em testes cegos envolvendo oito violinistas e 140 ouvintes experientes em salas de concertos de Paris e Nova York, eles compararam a qualidade do som do Stradivarius com o de violinos atuais. Os instrumentos foram tocados com e sem a presença de uma orquestra por solistas vendados, que estavam escondidos atrás de uma tela acústica. A maioria dos músicos não soube dizer se tinha tocado um instrumento novo ou um antigo, mas preferiu os violinos modernos ao Stradivarius. Também os ouvintes na plateia – músicos, críticos musicais, luthiers e engenheiros acústicos – foram incapazes de distinguir o som produzido pelos instrumentos.


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