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Leptospira em capivaras do oeste da Amazônia

ED. 257 | JULHO 2017

 

Mais de 40% dos animais examinados tinham anticorpos contra bactérias que causam leptospirose

Capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) do oeste da Amazônia estão cronicamente infectadas por bactérias do gênero Leptospira, em especial a L. interrogans, e podem atuar como reservatórios assintomáticos do patógeno em áreas rurais ou periurbanas. A conclusão é de um estudo conduzido por veterinários das universidades federais do Acre (Ufac) e Fluminense (UFF), que fizeram exames de sangue e de urina em 41 animais capturados em áreas próximas a Rio Branco, capital acreana, e encontraram altas taxas de infecção pela bactéria (Acta Tropica, maio de 2017). Em 43,9% dos roedores, a resposta imunológica foi positiva para a Leptospira, mas a quantidade de anticorpos era baixa, uma indicação de que os animais devem estar cronicamente infectados pela bactéria. Nos testes de urina, quase um terço das capivaras, que são os maiores roedores do mundo, acusaram a presença do patógeno. Em humanos, a leptospirose causa febre alta, mal-estar e dor muscular (mialgias). Em casos graves, pode até levar à morte. Ela é transmitida ao homem por meio do contato com a urina contaminada de roedores, sobretudo durante enchentes. Nas cidades, os grandes transmissores da doença são os ratos urbanos.


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